domingo, 5 de março de 2017

Eleanor Longden depoimento legendado

Morrer não é o caminho

Em uma crise muito forte, meu filho queria morrer. Não suportava mais tanto sofrimento! Eu percebendo a sua intenção, lhe falei: Já que você quer morrer e não tem nada a perder, vamos comigo em um centro espírita que conheço, assim entenderá que se morrer continuará em sofrimento, o que é pior, vai para um lugar que só encontrará suicidas! Já imaginou? Aceitou me acompanhar, o espírita que o atendeu, deu a ele um passe, disse que teria que voltar mais vezes. Em casa ele se sentiu mais tranquilo, foi lá algumas vezes, comprou uns livros,leu. Conviveu com pessoas boas que queriam ajudá-lo. Infelizmente, por não ter fé no espiritismo não quis ir mais. Assistiu uns programas de um padre, muito radical, que dizia ser pecado ir ao centro espírita. E assim se afastou de todo tipo de religião. Continuando com psiquiatras e psicólogos tentando ajudá-lo. Eu sei que médicos e psicólogos são fundamentais nesta hora. Mas não abandono qualquer tido de ajuda espiritual! Continuo com minhas orações, com muita fé, ele vai se curar!

Esquizofrenia e Obsessão, por Divaldo Pereira Franco

domingo, 29 de janeiro de 2017

A procura de ajuda espiritual.

A depressão continuava,resolveu então procurar ajuda espiritual! Começou ir a missa aos domingos, no final conversava com os padres, resolveu que iria ser padre. Eu o acompanhava às missas,pois somos católicos. Padre Oscar Pilone,que tem muita fé em Nossa Senhora Gospa Mira,deu a maior atenção ao meu filho.Ele sentiu-se bem melhor! Resolveu ajudar a Toca de Assis, doando muitas de suas roupas. Procurou saber como faria para ser padre enclausurado.Ficaria só rezando,sem contato com o mundo aqui fora!É o que ele queria! Percebi então que para ele ser padre seria uma fuga da realidade! Chegou a comprar o rosário,uma Bíblia,rezava todos os dias. Mas infelizmente, não melhorava, chegou a ficar sem fé, desanimado!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Procurando ajuda

Foi com o diagnóstico de depressão, que procuramos o psicólogo Gilmar Fidelis. A consulta na época ficava um pouco cara para nós, mas a vida de meu um filho, não tem preço! Ele resistiu, não queria ir,chegando lá foi recebido com um abraço, de quem fala: estou aqui e vou te ajudar! E Gilmar ajudou meu filho a se levantar, ia às consultas passando mal,pegava o metrô e ônibus, muitas vezes vomitando no caminho, mas ficou bem depois. Tão bem que a médica que o acompanhava, diminuiu os remédios e ele começou a trabalhar. Depois de 2 meses de trabalho,achou melhor trabalhar em outro lugar eu percebia, que ele não estava bem emocionalmente ainda! Dizia que não precisa mais de terapia,antes tivesse continuado!

Um cachorro preto chamado depressão

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Emergência

Começaram as idas à emergência. Durante um mês, meu filho dizia que estava morrendo. O Coração estava parando, com falta de ar, e lá íamos para emergência. Chegando lá, qualquer médico que passassem por ele, tinha que o examinar,estava desesperado! Todos os médicos que o examinavam, dizia estar tudo bem. Pediam exames de rotina, mas jovem e forte,o resultado era que tudo ia bem, só a cabeça não estava legal. Foram feitos: eletrocardiograma, tomografia e demais exames! Uma médica, muito atenciosa disse olhando nos olhos dele: você está bem fisicamente, o problema é no cérebro, precisa de um bom psicólogo para te ajudar. Deu um nome de Gilmar Fideles, professor da Federal que poderia ajudá-lo. Ele estava tomando calmantes fortes, mas continuava achando que estava morrendo. Fomos a consulta com uma psiquiatra famosa pelo seu trabalho na saúde mental em BH, Doutora Gilda,atende no Ipseng. Depois de examiná-lo ela me disse: seu filho não está morrendo, ele está querendo morrer. Está com forte depressão, aí entraram com fortes remédios, para depressão e antipsicóticos para não surtar!